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Diabetes atinge mais de 8% dos brasileiros

Uma em cada duas pessoas com diabetes não sabe que está doente e por isso é importante conhecer sinais e sintomas. “O diagnóstico precoce é o que garante o sucesso do tratamento. Saber da doença na fase inicial pode ampliar significativamente as chances de prevenir ou retardar complicações”, alerta o endocrinologista Mauro Scharf, diretor médico da Unimed Laboratório e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes. “Um exame de sangue é o primeiro passo para a prevenção. Com uma gota de sangue e menos de um minuto de espera, já é possível saber se há alguma alteração na taxa de glicemia. Caso a alteração seja detectada, será necessária a realização de outros exames, mais aprofundados, antes de começar o tratamento”, complementa Scharf, que também é diretor executivo do Centro de Diabetes Curitiba.

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Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina (tipo 1) ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz (tipo 2) . Insulina é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia. “Um quadro de diabetes não tratado, ao longo tempo, pode gerar danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos”, destaca o médico da Unimed Laboratório.

Avanço

Desde 1991, a Federação Internacional de Diabetes e a Organização Mundial da Saúde definiram 14 de novembro como o Dia Mundial do Diabetes. Segundo dados da Federação Internacional de Diabetes, estima-se que tenhamos aproximadamente 592 milhões de diabéticos no mundo em 2035. Mais de 16 milhões de brasileiros adultos (8,1%) sofrem de diabetes e a doença mata 72 mil pessoas por ano no Brasil, de acordo com um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado esse ano. A doença é pouco sintomática e por isso muitos portadores desconhecem sua condição. Os tipos mais comuns são o Diabetes Tipo 1 (mais habitual em crianças e adolescentes) e  o Tipo 2, sendo o tipo 2 o mais corriqueiro.

Fatores de risco

Obesidade, excesso de ingestão de açúcar e gordura, sedentarismo, stress, alcoolismo, idade e hereditariedade.

Possíveis complicações

Hipertensão, derrame cerebral, hemorragias na retina, cegueira, insuficiência renal , infartos, aumento do colesterol e dos triglicerídeos, distúrbios de cicatrização e amputações são complicações que podem decorrer do diabetes.

Tratamento

O tratamento do diabetes pode variar de acordo com o tipo e o nível de glicemia e pode incluir: alimentação apropriada, exercícios físicos, hipoglicemiantes orais e insulina. No caso do diabetes tipo 1, a insulina sempre é necessária .

Diagnóstico

Há diversas maneiras de confirmar o diagnóstico de diabetes. Os exames mais usados são: teste de glicemia plasmática em jejum (mede a glicose no sangue após pelo menos 8 horas de jejum), teste oral de tolerância à glicose (este tipo de exame mede a glicose no sangue em dois momentos: após pelo menos 8 horas de jejum e após 2 horas da ingestão de um líquido com quantidade conhecida de glicose), teste aleatório de glicose plasmática (análise da glicose no sangue sem levar em conta o que foi consumido na última refeição) e a Hemoglogina Glicada A1C.  Esses exames são simples e podem ser feitos em laboratórios.

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