Jejum não é necessário para a maioria dos exames de sangue

Você sabia que antigamente o jejum era exigido para todos os exames, pois as técnicas laboratoriais não conseguiam detectar algumas alterações que os alimentos causavam nos resultados? Com a evolução dos equipamentos, dos reagentes químicos e das análises, muitos desses exames já não precisam mais do jejum. O diretor médico da Unimed Laboratório, Mauro Scharf, explica que realizar exames em jejum é uma cultura antiga que está muito presente na cabeça das pessoas, tanto para o paciente, quanto para o médico e, por isso, é muito comum que ele seja solicitado, mesmo quando não é necessário.

“Quem tem hipotireoidismo, por exemplo, e precisa periodicamente dosar o T4 livre e TSH, pode fazer o exame em qualquer horário do dia e sem estar de jejum. Nesse caso, o paciente se alimentar normalmente, pois o jejum não fará diferença no resultado do exame. No entanto essa regra não vale para os exames de diabetes, que ainda precisam que o paciente faça jejum antes da coleta”, esclarece o médico.

A principal orientação a seguir é a do médico que prescreve o exame. “É importante perguntar ao especialista se há necessidade ou não do jejum. Somente o médico tem condições de fazer essa recomendação de forma correta. Ao chegar ao laboratório, comunique quanto tempo está em jejum para que o médico possa interpretar corretamente o exame. O jejum prolongado também pode interferir no resultado.” Sobre a ingestão de água, o diretor médico da Unimed Laboratório diz que não afeta o resultado do exame, mas não deve ser consumida em excesso.

 

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