Veja como prevenir ou detectar a Nefropatia diabética já no início

Você sabia que o Diabetes Mellitus pode ser considerado uma das maiores causas de doenças renais? De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, aproximadamente, 25% das pessoas com Diabetes Tipo I e 5 a 10% dos portadores de Diabetes Tipo II desenvolvem insuficiência nos rins.

Os rins são uma espécie de filtro, composto por milhões de vasinhos sanguíneos (capilares), que removem os resíduos do sangue. O diabetes pode trazer danos aos rins, afetando sua capacidade de filtragem. Mas como isso acontece?

O processo de digestão dos alimentos gera resíduos. Essas substâncias que o corpo não vai utilizar geralmente têm moléculas bem pequenas, que passam pelos capilares e vão compor a urina. As substâncias úteis, por sua vez, a exemplo das proteínas, têm moléculas maiores
e continuam circulando no sangue.

O problema é que os altos níveis de açúcar fazem com que os rins filtrem muito sangue, sobrecarregando os nossos órgãos e fazendo com que as moléculas de proteína acabem sendo perdidas na urina.

A presença de pequenas quantidades de proteína na urina é chamada de microalbuminúria. Quando a doença renal é diagnosticada precocemente, durante a microalbuminúria, diversos tratamentos podem evitar o agravamento.

Quando é detectada mais tarde, já na fase da macroalbuminúria, a complicação já é chamada de doença renal terminal. Com o tempo, o estresse da sobrecarga faz com que os rins percam a capacidade de filtragem. Os resíduos começam a acumular-se no sangue e, finalmente, os rins falham. Uma pessoa com doença renal terminal vai precisar de um transplante ou de sessões regulares de hemodiálise.

A boa notícia é que a maior parte das pessoascom diagnóstico de diabetes consegue prevenir a doença renal se mantiver bom controle das taxas de glicemia, do colesterol, da pressão arterial e hábitos saudáveis – como alimentação balanceada, sem excesso de proteína, e não fumar. Além disso, existem exames para detectar o diabetes ainda no início. São testes simples que pesquisam a presença de açúcar no sangue e a urina ou avaliam a quantidade desta substância no sangue. É possível também verificar a microalbuminúria e se o ritmo de filtração glomerular está normal, periodicamente.

Apesar de normalmente a nefropatia diabética não apresentar sintomas, algumas situações merecem atenção especial, como alterações na urina e aumento da pressão arterial (hipertensão).

Para manter os seus exames em dia, conte sempre com a Unimed Laboratório. 🙂

*Fontes: Sociedade Brasileira de Nefrologia e Sociedade Brasileira de Diabetes.

 

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