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Unimed Laboratório investe em tecnologia para diagnosticar infecções relacionadas a próteses

Todas as próteses estão sujeitas a infecções. Desde os implantes de silicone, até cateteres, próteses articulares ou ortopédicas, feitas de metal ou plástico, próteses cardíacas e lentes de contato. “Embora o risco desse tipo de infecção seja de 2%, em média, quando confirmado pode significar o pior dos cenários. Se não diagnosticada e tratada corretamente, a infecção  leva à instabilidade da prótese e reduz a vida útil do dispositivo. Nos casos mais graves pode resultar em amputações ou até mesmo provocar a morte”, ressalta o ortopedista Murilo Santos, médico cooperado da Unimed Curitiba.

Todo processo cirúrgico requer cuidados, especialmente com relação a infecções. “No caso das próteses, o diagnóstico é complexo e essencial e representa um desafio para ortopedistas e infectologistas, já que os exames de imagem têm especificidade limitada. A obtenção de material para análise microbiológica é complexa e a proporção de resultados falso-negativos das culturas pode chegar a 40% dos casos”, explica o infectologista Jaime Rocha, da Unimed Curitiba.

Para atender à demanda, a Unimed Laboratório adquiriu no ano passado o Sonicador. “Essa é uma tecnologia padrão ouro, ainda pouco disponível no Brasil. Em Curitiba, a Unimed é o primeiro laboratório de análises clínicas a oferecer o método”, comenta o superintendente da Unimed Laboratório, Milton Zymberg.

O método de sonicação de próteses com suspeita de processo infeccioso é feito com próteses retiradas dos pacientes e encaminhas pelo médico para análise laboratorial. O processo tem como princípio a formação de microbolhas, por meio do ultrassom de baixa frequência e baixa intensidade, que consegue romper o biofilme (comunidades de bactérias envoltas por substâncias produzidas pelas próprias bactérias) sem a destruição bacteriana, permitindo a viabilidade das culturas dos microrganismos.

A formação do biofilme é característica de algumas bactérias que utilizam esta barreira como proteção à ação de antimicrobianos e de células fagocitárias (células de defesa do organismo). “Com o rompimento do biofilme bacteriano é possível isolar o patógeno causador da infecção e assim definir o tratamento mais adequado, evitando que a mesma infecção se instale na nova prótese”, explica o infectologista Jaime Rocha.

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