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Mitos e verdades sobre jejum e outros requisitos para exames laboratoriais

A necessidade de jejum para a realização de exames é uma cultura comum e ainda muito presente na cabeça da maior parte das pessoas. Por esta razão, é normal que a grande maioria se dirija aos laboratórios no início da manhã.

No Brasil, as sociedades médicas e de análise clínica não veem mais o jejum como pré-requisito para vários exames de sangue. Isso se deve a mudança das metodologias, hoje mais tecnológicas e menos expostas ao risco de sofrer interferências pelos alimentos, além do maior conhecimento dos valores de referência desses testes fora do jejum.

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Entre as vantagens dessa tendência está o conforto e o menor risco de passar mal durante ou após as coletas, especialmente para as crianças, gestantes e idosos. Vale lembrar que muitas pessoas não toleram bem longos períodos de jejum. Outra novidade é que também é possível coletar o sangue ao longo do dia, não só pela manhã e, desta forma, evitar os horários de pico para as coletas.

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Para desmistificar a necessidade do jejum, bem como outras exigências que envolvem o tema, o diretor médico da Unimed Laboratório, Mauro Scharf, listou algumas informações bem importantes. Confira-as:

Nem todos os exames exigem jejum

Embora as pessoas corram para os laboratórios no início do dia para se livrarem do jejum, muitos exames como hemograma, colesterol total e triglicérides, além dos da função tireoidiana, entre outros, não exigem que o paciente fique durante um longo período sem comer para realizar a coleta.

Alguns exames ainda requerem jejum

O jejum ou outros preparos do paciente ainda se fazem necessários como, por exemplo, em exames de glicemia, albumina, proteínas totais e frações, ferro sérico, insulina e as curvas glicêmicas. Há ainda alguns exames hormonais, como o cortisol, em que a coleta precisa ser feita até às 9h da manhã. Nesse caso, é importante se programar, chegar com antecedência e avisar no laboratório que você tem esse exame para ser coletado antes do horário limite.

Beber água em pequenas quantidades interfere pouco no jejum

Normalmente, beber um pouco d’água para a ingestão de um medicamento de uso contínuo, por exemplo, não vai interferir no exame que exige jejum. O problema é o excesso, que pode alterar especialmente os exames de urina. Nesses casos, sempre pergunte ao seu médico. Crianças muito pequenas, com quadros infecciosos e febris, por vezes, não devem ficar um longo período sem tomar água.

Bebida alcoólica pode ser uma vilã dos exames laboratoriais

O uso de qualquer bebida alcoólica nos dias que antecedem a coleta é suficiente para elevar os níveis de algumas enzimas, especialmente em alguns exames do fígado, como o Gama GT. O ideal é não consumir álcool de 48 a 72 horas antes da coleta de exames. Porém, se você toma uma taça de vinho todas as noites no seu jantar, neste caso, você deve informar ao seu médico e ele pode optar por manter esse hábito e realizar a coleta, para analisar o efeito crônico do uso do álcool, ou não.

Uso de medicamento pode afetar os resultados dos exames

Essa talvez seja uma das coisas mais importantes e é o motivo pelo qual os atendentes do laboratório sempre questionam sobre o uso de medicamentos. A não informação do uso de um corticoide, um anti-inflamatório ou mesmo um complexo vitamínico, especialmente os que contém biotina, por exemplo, pode atrapalhar a interpretação dos resultados. Neste caso, é importante conversar com o médico para buscar o melhor momento para a realização da coleta e sempre informar ao atendente qualquer uso de medicação antes da realização dos exames.

A coleta de exames é um procedimento simples e rápido

A maioria das coletas não exigem mais do que meia hora do paciente. Claro, também existem as que demandam um período maior, como as coletas para curvas glicêmicas e testes funcionais, que exigem uma parte do dia. Sempre pergunte ao seu médico para que você se programe no tempo necessário estimado para permanecer no laboratório.

É possível coletar exames em casa

Especialmente para quem tem alguma dificuldade para o deslocamento, está acamado, em atendimento domiciliar assistido ou alguma necessidade especial, há a possibilidade de chamar a coleta domiciliar. Isso pode ser feito também para quem prefere otimizar o tempo. Nesta modalidade, com o pagamento de uma pequena taxa, um profissional vai ao local onde o paciente está para realizar a coleta de material para a realização dos exames laboratoriais.

 

Menstruação pode interferir em alguns exames

O exame de urina pode sofrer a contaminação da amostra com hemácias (sangue), o que pode interferir e alterar o resultado. Nos exames de sangue, que testam níveis hormonais, também pode haver alguma variação, mas o próprio laudo já aponta os resultados de referência, que levam em consideração as diferentes fases do ciclo menstrual. É importante sempre discutir detalhes como este com o seu médico.

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