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Fato ou fake? O que é verdade e o que é mentira quando o assunto é gripe

Quando se trata de gripe não existe #mimimi. O assunto é sério: só em 2018 foram registradas 1.381 mortes relacionadas à doença no Brasil, segundo Boletim Epidemiológico editado pela Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde. Sul e Sudeste, por sua vez, aparecem como as regiões com maior incidência de Influenza A/H3N2 e A/H1N1.

Justamente para prevenir novos casos de gripe a campanha nacional de vacinação do Ministério da Saúde foi antecipada em 2019 e começará já no dia 10 de abril, 15 dias antes da data convencional.  A rede pública oferecerá a vacina trivalente, que protege contra os vírus A/H1N1, A/H3N2 e um tipo (cepa) B. No entanto, atende apenas profissionais de saúde, crianças de seis meses a cinco anos, idosos, gestantes, portadores de doenças crônicas, puérperas de até 45 dias, detentos, funcionários da rede prisional e indígenas. Contudo, a rede privada dispõe da vacina tetravalente, que protege contra as gripes A/H1N1, A/H3N2 e dois tipos (cepas) B.

Em um cenário como esse, o médico especialista em infectologia Jaime Luis Lopes Rocha, diretor de Prevenção e Promoção à Saúde da Unimed Curitiba e responsável pela Unimed Laboratório, ressalta a importância da população não propagar informações incertas sobre o assunto. “Vemos que têm se alastrado comentários fantasiosos sobre a gripe e isso é muito preocupante, afinal, trata-se de uma doença comum ao dia a dia das pessoas, mas que pode levar a óbito.”, afirma.

Para ajudar a população, o especialista listou alguns mitos e verdades sobre a gripe. Confira!

 

Quem tomou a vacina em 2018 NÃO precisa tomar em 2019.

FAKE. A vacina tem validade de seis meses a um ano. Logo, deve ser tomada novamente.

 

A vacina provoca gripe.

FAKE. A vacina é composta por fragmentos dos vírus ou por vírus mortos, por isso, não dá gripe.

 

A vacina pode ocasionar febre, dor e mal-estar.

FATO. Esta vacina, em geral, não dá sintomas de desconforto depois. As reações são bastante individuais, um número reduzido de pessoas pode apresentar febre, mal-estar e um pouco de dor no local da aplicação.

 

A vacina tem efeito imediato.

FAKE. Leva em média de duas a três semanas para fazer efeito. Por isso, é importante tomá-la antes do início dos dias mais frios.

 

Apenas uma vacina protege contra H1N1.

FAKE. Há duas disponíveis: a trivalente, disponível na rede pública, e a tetravalente (ou quadrivalente). A primeira protege contra a gripe A/H1N1, A/H3N3 e um tipo de (cepa) B, enquanto a segunda possui uma cepa B a mais. A proteção contra a A/H1N1 está contida nas duas.

 

Pessoas com febre e/ou tomando antibiótico NÃO podem tomar a vacina.

FATO. Recomenda-se que febris aguardem a resolução do processo e quem está tomando antibiótico converse com o seu médico. É importante seguir as orientações específicas para cada caso.

 

Na rede privada as vacinas custam uma fortuna.

FAKE. Na Unimed Laboratório, por exemplo, o paciente particular paga R$ 120. Clientes Unimed, R$ 90 e Cartão Pop, R$ 94. Pode ser pago à vista em dinheiro ou em cartões de débito e crédito (em até 3x, com parcela mínima de R$ 50).

 

A vacina contra a gripe é contra indicada para idosos e grávidas.

FAKE. É muito importante que pessoas com mais de 65 anos se vacinem, pois, com o avançar da idade, há um declínio natural da imunidade em nosso corpo. A vacinação das mulheres grávidas é duplamente importante, já que quando a mãe é vacinada, o bebê também fica protegido.

 

A vacina contra a gripe é a única forma de prevenção contra a doença

FAKE. A vacina contra a gripe é a melhor e mais segura forma de se proteger contra a gripe, mas dá pra ajudar ainda mais na prevenção com atos simples, como lavar as mãos com frequência, ter uma boa alimentação e beber bastante líquido.

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